Transmídia: você já deveria saber o que é!

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Quem vem me acompanhando há algum tempinho (valeu, viu?! :D obrigada!) já deve ter me ouvido (lido) falar em algum canto por aí de “transmídia”… Certamente, no mercado editorial eu sou uma das poucas a entender e defender o conceito – ainda não conheci outro entusiasta de transmídia vindo do mercado editorial, mas também não vou sair por aí falando que sou a única (mesmo que seja, sabe-se lá! rs)

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Então por isso mesmo eu resolvi fazer este post e explicar tim tim por tim tim do que se trata esse tal “Transmídia” – e, afinal, o que ele tem a ver com o mercado de livros?

Transmídia é uma palavra chique para um conceito simples: contar histórias através de múltiplas plataformas

– Tim Kring, criador, Heroes

Jeff Gomez, um dos profissionais mais experientes em transmídia da atualidade, presidente da Starlight Runner Entertainment, define Transmídia como a arte de transmitir uma mensagem, um assunto ou uma história para um público de massa usando múltiplas plataformas de mídia, tais como anúncios, livros, videogames, quadrinhos e filmes.

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Palavras do dia: Editor de Texto vs. Editor vs. Publisher

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Editor de texto, Editor, Publisher: tem diferença? 

Editor de Texto

Um ninja da gramática e ortografia, responsável por garantir que os livros não saiam com erros estruturais de texto (incoerências, inverosimilhanças), erros geográficos (e de informações, como datas e afins), ou mesmo que saia com alterações e correções pendentes (de aprovação do autor, por exemplo). Lá fora são chamados de copyeditor. Aqui, o editor de texto tem sido chamado (e confundido) com a figura do Preparador de Texto (que é um “revisor mais aprimorado” e trabalha, na maioria das vezes como freelancer, e o chamam de preparador de texto para não pagar o valor de Editor de Texto, cof cof cof). Isso acontece aqui no Brasil, principalmente, pelo “sufocamento” de diversas etapas da produção do livro na mão de apenas um profissional – o Editor-faz-tudo. Não deveria ser assim… Editor de texto não deve ser confundido com Editor (nem com revisor e preparador de texto, mas falo disso em separado).

Editor 

Um profissional do mercado editorial que trabalha numa editora, ou num selo. Pode também ser chamado de gerente editorial, diretor editorial, etc. Esse editor recebe submissões (aqui no Brasil, normalmente a partir de agentes de lá de fora, ou de agentes locais representando obras internacionais), adquire projetos (internacionais e nacionais), negocia adiantamentos e toca o pré-contrato para, em seguida, iniciar a articulação com as diferentes equipes da editora e gerir todo o processo de publicação, tais como: produção, vendas, marketing, etc. Basicamente, é quem faz um livro acontecer. Um editor experiente geralmente tem um network excelente, um bom gosto impecável, e vive em SP (huahuahuahua, brincadeirinha!). Não é o mesmo que editor de texto, mas aqui no Brasil se faz vista grossa sobre esse assunto e “acreditam” que seja a mesma coisa que o editor de texto. Mas já pensou como é para ele fazer um bom trabalho acumulando funções?

Publisher

Executivo da editora que pode dirigir tanto a editora toda, como um selo/divisão dela, normalmente tem a palavra final sobre o que é publicado.

Palavra do dia: Reversão (de direitos)

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Reversão (de direitos autorais)

Quando o livro está esgotado para as livrarias (não há estoque suficiente na editora, que também não pretende reimprimir a obra), o autor tem o direito de “reverter” os direitos de seu livro. Basicamente, isto significa que o contrato está cancelado e o autor pode vender os direitos para uma nova editora.

Geralmente os contratos apresentam cláusulas específicas sobre o assunto, tal como o exemplo a seguir:

“Caso não haja exemplares em estoque ou caso este número seja inferior a 300 (trezentos) exemplares [OU 10% DA TIRAGEM ACERTADA - Observação minha], a OBRA será considerada esgotada, acertando-se com o(a) AUTOR(A) todos os seus direitos, inclusive a liberação da OBRA, que retornará à posse do(a) AUTOR(A), podendo o mesmo contratar novas edições da OBRA com quem melhor lhe convier.”

O caminho do livro: da proposta à publicação

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Pessoal, depois de um longo período de ausência, resolvi resgatar o blog e, mais do que nunca, me fazer presente. Então, participem, que eu estou de volta com vontade de compartilhar!

Ocorreu-me durante esse fim de semana que eu nunca escrevi de fato um post para aqueles que estão começando a se familiarizar com o processo de publicação (geralmente escrevo para “iniciados”, né?). Como é que eu nunca escrevi um post sobre o caminho do livro: da sua idéia até a chegada às  prateleiras? Talvez seja por isso que meus amigos e familiares ainda não entendam direito o que exatamente eu faço da vida, rs.

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Então aqui vamos nós: falarei do básico de como um livro é publicado. Por favor, note que este post falará da publicação mainstream e não da auto-publicação, que é algo completamente diferente. Mas a maioria dos livros que você vê nas livrarias chegou lá desta forma!

Para um autor novato, um livro geralmente começa com seu manuscrito completamente escrito e polido (isso para ficção e memórias) e, no caso da não-ficção, algumas boas páginas da proposta e capítulos de amostra podem funcionar. Sim, romancistas: vocês têm de escrever a coisa toda. Autores já publicados às vezes podem conseguir vender seus romances apenas com a proposta do livro.

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Palavra do dia: Direitos Subsidiários

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Direitos subsidiários (também conhecido como Subsidiary rights, Subrights).

São todos os direitos, excluindo a edição do livro impresso (sua publicação), tais como: trechos, adaptação para o cinema / tv, áudio, tradução, clube de livro, merchandising, etc., etc. e repito etc. Alguns deles são mantidos pela própria editora, que pode exercer esses direitos por si mesma ou vendê-los a terceiros; alguns desses direitos são mantidos pelo próprio autor. Quando eles são vendidos pela editora a terceiros, a receita é chamado de “rendimentos de subrights”, e está sujeita a uma certa percentagem dividida entre editora e autor, conforme especificado em contrato. Os direitos subsidiários ajudam muito a alavancar as receitas de um autor.

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