Bem-vindos à seção “Sobre o Autor”.
Eu sei que você é modesto. Sei que você não gosta de se gabar e se vangloriar sobre o que realizou. Mas, na seção “Sobre o Autor”da sua proposta de livro, você terá de superar essa sua inclinação natural a ser reticente. Esta é a hora de você vir a público e dizer todas as coisas positivas sobre si mesmo e revelar suas credenciais como um bom escritor, como um agente faria se o estivesse representando.

Faça como “meus meninos”, arrisque-se na sua seção “sobre o autor”, mas lembre-se de falar na 3a. pessoa
Ihhh, isso não faz seu estilo? Não se preocupe, vou lhe dizer um segredo (de bastidor
) todos os autores já publicados se tornam peritos em mostrar o que sabem fazer bem, sem culpa nenhuma (ou arrogância). Dê uma olhada em qualquer sinopse de autor e você entenderá o que quero dizer. Eles sempre escrevem sobre si mesmo na terceira pessoa. Esse é o segredo! Assim, em vez de dizer “eu publiquei um artigo na revista tal e tal”, você diz “[Preencha seu nome aqui] publicou um artigo na revista tal e tal”. Confie em mim, uma vez que você comece se referir a si mesmo na terceira pessoa, vai ficar muito mais fácil e divertido de escrever sua seção “Sobre o Autor”.
Alguns pontos que podem te orientar:
- Liste suas publicações nacionais, se houver (vale conto, participação em coletâneas, artigos para revistas e sites de boa audiência).
- Mencione qualquer participação sua em programas de rádio e TV.
- Fale sobre reportagens de jornais que mencionaram seu trabalho.
- Mencione sua formação, se for o caso. Médicos, professores, psicólogos, dentistas e outros profissionais devem sempre mencionar sua trajetória educacional, especialmente quando seu livro refere-se ao seu campo de conhecimento.
- Adicione qualquer outra informação relevante sobre si mesmo.
- Aponte alguma empresa em que trabalhou que possa completar seu perfil como autor daquele livro.
- Diga que você está entusiasmado com o livro. As editoras gostam de ouvir isso.
E se eu não tiver credenciais anteriores a minha publicação?
Mesmo que você não tenha créditos editoriais anteriores, ainda assim é possível conseguir um contrato de livro – acredite! Concentre-se em qualquer credencial que possa soar positiva. Por exemplo, se você é um cientista, foque em sua formação e experiência profissional. Se você é um professor, aponte os cursos que você leciona (lecionou) e pesquisas que tenha feito. Se você é uma dona de casa, foque justamente na natureza incomum dessa situação (uma dona de casa, com um olhar para x ou y coisa, alguns episódios vividos em seu cotidiano que fazem do seu olhar de mundo ser mais rico que qualquer outro). Se alguns jornais, revistas e sites já manifestaram interesse em sua história, mencione isso.
Os editores sabem que todo mundo começa por algum lugar e, acredite, se por uma lado eles preferem trabalhar com autores consagrados (que lhes oferecem alguma segurança), por outro, estão MUITO ansiosos para descobrir novos talentos (a coisa mais gostosa para um editor é revelar um novo autor que, se brilhar, será graças – em grande parte – a sua investida e ajuda!).
Edgar Rice Burroughs (escritor norte-americano conhecido pela criação do personagem Tarzan) foi um mestre na publicidade. Mesmo na apresentação de seu primeiro manuscrito, Edgar não hesitou em dizer ao editor que ele era bom. Não precisa exagerar, é claro, mas se você escrever na terceira pessoa você terá o tom certo e garantirá que é a melhor pessoa para escrever este livro.
E aí, já começou a colocar a mão na massa? Conte-me! Comente!
Beijo e até o próximo post!
Jonas Daggadol gostou do post. rs.
Muito bom. Dica registrada!
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Obrigado pela série de excelentes artigos.
Ainda tenho algumas questões que adoraria se pudesse responder:
1. meu livro está pronto, acho que é um ótimo material, original no conteúdo e no formato, mas sinceramente não acredito que seja um grande sucesso editorial. A pergunta é se mesmo assim você considera viável a participação de um agente?
2. tenho outro livro publicado, porém de um assunto completamente diferente do atual, e ficou com uma qualidade editorial que considero ruim, já que a editora era nova e o livro foi praticamente por encomenda. Você acha que devo citá-lo no meu “sobre o autor”, na apresentação do livro atual?
3. Só mais uma, posso? (essa não era a pergunta) Quando você fala em manuscrito, naturalmente deve estar se referindo à “wordscrito”, não? Devo apresentar trechos do livro em formato eletrônico ou o melhor é imprimir antes?
Obrigado
Olá, Gilberto, eu que agradeço a visita e o comentário
Vamos ver se consigo ajudar:
1. Considero sim… Ele avaliará inclusive a necessidade, dele, rs
Tente conversar com algum. Você pode achar que seu livro não tem forte apelo em livrarias, mas o agente pode “dignosticá-lo” como excelente obra para projetos de governo. Enfim, o agente conhece o mercado e vai saber ver o potencial dele, pensar algo que vc – como autor / criador – não pensou (nem deveria!)
2. Acho que vc pode omitir. Mas de repente, colocar da mesma forma que vc colocou aqui para mim, pode cair bem. Acho que sinceridade é sempre melhor do que maquiagem
3. Pode! (já respondi? rs)
Isso falo em o “wordscrito”. Em inglês e português usamos manuscrito para o livro, a obra (hoje em dia, como vc mesmo disse, wordscrito, rs).
Cada editora tem um apolítica, algumas SÓ recebem digital, outras só impresso, algumas nenhum dos 2, huahuahuahu (brincadeira!)
O melhor é conferir caso a caso.
Ajudei?
Beijo e volte sempre…
Ajudou muito, Obrigadíssimo.
Vou procurar um agente aqui na minha cidade (Brasília)
Nesse meio tempo descobri que algumas editoras grandes, como a Ediouro, só recebem material via agente, mas não sei se chega a ser uma regra para as editoras grandes.
Baseado nas tuas dicas, fiz uma apresentação do livro em power point, para o caso de uma explicação prévia, do material.
Posso enviar para você dar uma olhada? Mas, olhe, não te peço uma avaliação, pois aí eu estaria explorando teus conhecimentos de graça, o que literalmente, não tem graça (risos). Acho apenas que é uma ideia interessante para divulgação de material literário, mas que não sei se causaria algum efeito para facilitar o entendimento do livro pela editora.
mais uma vez, obrigado
(se quiser ver a apresentação, peço que me contacte pelo email; giilberto@hotmail.com)
Gabi
Se você tiver cadastro como agente ou editora no site “Mesa do Editor”, e quiser dar uma olhada, por curiosidade, no meu livro “O Mundo Também Fala Português” (Gilberto Vaz), ele está lá na íntegra.
um abraço
Gilberto